Passo-a-passo Instalação do Bacula Server 1

Em uma máquina com sistema operacional Linux* recém instalado, esses devem ser os passos para a implementação de um servidor “Bácula”:

*Neste caso os procedimentos foram realizados no Debian (Lenny), mas devem funcionar para qualquer distro, apenas modificando os comandos de instalação de pacotes.

1. Instalação do Banco-de-dados:

Sabemos que o bacula suporta três bancos de dados para sua operação, o: Mysql, Postgresql e o SQLite, e a instalação deles pode ser feita atrav[es do apt-get, aptitude ou yum, sem maiores problemas. Neste passo-a-passo, iremos adotar o Mysql.

Se for sua primeira instalação do “Bacula” é aconselhável deixar a senha do usuário “root” do banco-de-dados em branco, para facilitar os demais procedimentos. Caso defina uma senha, deve passá-la como parâmetro quando da execução dos scripts de criação do banco-de-dados, etc.

apt-get install mysql-server

Agora, inicie o banco através do comando:

/etc/init.d/mysql start

2. “Download” do Código Fonte do “Bacula”:

Acesse o link: http://sourceforge.net/projects/bacula/files/

Faça o download do arquivo .tar.gz mais recente do “Bacula“, provavelmente para o /tmp de seu servidor. O nome do arquivo a ser baixado será algo parecido com:

bacula-3.0.3.tar.gz

Descompacte o arquivo com o comando:

tar -xzvf bacula-3.0.3.tar.gz (onde o nome do arquivo sublinhado deve alterado para o nome do arquivo que você baixou)

3. Instalando Dependências:

Primeiramente, necessário instalar alguns pacotes:

1. gcc ou build-essential:

apt-get install gcc

apt-get install build-essential

2. libssl-dev:

apt-get install libssl-dev

3. libmysql++-dev:

apt-get install libmysql++-dev

4. Compilando o “Bacula”:

Vá para a pasta onde descompactou o fonte do “Bacula”. Provavelmente:

cd /tmp/bacula-3.0.3

Configure a compilação para uso com o Mysql:

./configure –with-mysql

E então:

make

make install

5. Configurando o banco-de-dados do “Bacula” (cátalogo):

Se dirija para a pasta…

cd /etc/bacula

E então execute os três scripts abaixo. O primeiro cria o banco, o segundo as tabelas, o terceiro o usuário “bacula” no banco*:

./create_mysql_database

./make_mysql_tables

./grant_mysql_privileges

*Se você houver configurado uma senha para o usuário “root” do banco de dados, deve passá-la em cada um dos scripts acima, no seguinte formato (exemplo, com senha “123456”):

./create_mysql_database -u root -p123456

6. Incializando o “Bacula”:

Ainda na pasta /etc/bacula, execute:

./bacula start

Se tudo deu certo, você deverá poder acessar o “Bacula” através da console texto:

bconsole

Agora que está funcionando, basta ir customizando os arquivos .conf que também estão na pasta, de acordo com suas necessidades. Algumas informações necessitam ter alterações replicadas em mais de um lugar dentro do mesmo arquivo .conf ou em mais de um dos arquivos (por exemplo: o nome do director, quando alterado no bacula-dir.conf, precisa ser alterado também no -sd.conf, -fd.conf e no bconsole.conf).

Qualquer erro de sintaxe nos arquivos de configuração será apontado pelo “Bacula” quando do reinício dos daemons, que também é necessário para aplicar as alterações. Portanto, sempre que fizer modificações, execute:

/etc/bacula/bacula restart

Abraços,

Heitor Faria

Disponível em: pt-brPortuguês

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