Mhvtl Web GUI: um servidor emulador de robôs-de-fita

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Apenas aqui, você encontra imagem de máquina virtual pronta para importação e uso do mhvtl (VirtualBox, Vmplayer etc.):

Configurações de Rede

Inicie a máquina virtual e faça login:

  • Usuário: root
  • Senha: mhvtl

Verifique o endereço IP adquirido pela sua máquina virtual do mhvtl. Exemplo:

ifconfig eth0

Ou configure um IP Estático definitivo para sua estação. Edite o arquivo /etc/network/interfaces, comente a linha “iface eth0 inet dhcp“, e acrescente as demais como no exemplo abaixo:

# iface eth0 inet dhcp

iface eth0 inet static
address 10.0.0.50
netmask 255.255.255.0
gatewau 10.0.0.1
dns-nameservers 8.8.8.8

Acrescente a seguinte linha ao arquivo “/etc/hosts“, subsituindo o IP pelo o do seu servidor mhvtl:

10.0.0.50 mhvtl.local.lan mhvtl

Também modifique o hostname para mhvtl (necessário para correta operação da do emulador). Reinice a máquina:

echo "mhvtl" > /etc/hostname
reboot

Primeiro Acesso:

Conforme a Figura 1, acesse a interface web através do navegador de Internet A senha é mhvtl:

  • http://ip_servidor/mhvtl

Mhvtl Web GUI: um servidor emulador de robôs-de-fita 1

Figura 1: Tela de Login.

Como mostrado na Figura 2, existe um robô-de-fitas da fabricante HP já configurado. É possível removê-lo mais tarde caso deseje testar outras marcas, mas precisamos criar outro antes.

Mhvtl Web GUI: um servidor emulador de robôs-de-fita 2

Figura 2: Robô já instalado por padrão.

A Figura 3 mostra a primeira tela após clicar no botão “Setup”, necessário para adicionar (Add) o novo equipamento.

Mhvtl Web GUI: um servidor emulador de robôs-de-fita 3

Figura 3: Início Setup novo robô.

Seguindo o wizard (Figura 4), o mesmo levará às telas de escolha do fabricante e tipo do equipamento.

Mhvtl Web GUI: um servidor emulador de robôs-de-fita 4

Figura 4: Tela de Seleção do Fabricante.

Siga o wizard até o reinício dos daemons para aplicar as alterações. Se desejado, volte ao Setup e remova o robô da HP original.

As figuras deste artigo foram copiadas de: https://univirt.wordpress.com/2015/12/15/using-mhvtl-to-simulate-a-tape-library-in-your-veeam-lab/


Mapeando o Robô de Fitas via iSCSI

A partir de seu servidor de backup Bacula, instale as ferramentas de inicialização iSCSI do Linux.

# Centos / RHEL
yum -y install iscsi-initiator-utils 

# Debian / Ubuntu
apt-get -y install open-iscsi

Teste o acesso ao serviço iSCSI mhvtl e obtenha o IQN do target, informando o seu IP como no exemplo abaixo:

iscsiadm -m discovery -t sendtargets -p 10.0.0.50

Execute o comando seguinte para fazer o login iSCSI e poder usar robô-de-fitas virtual. O targetname é o IQN obtido pelo discovery anterior:

iscsiadm -m node --targetname "iqn.2011-04.com.nia:mhvtl:mhvtl:stgt:1" --portal "10.0.0.50:3260" --login

Os comandos lsscsi -g e dmesg devem mostrar informações sobre os dispositivos adicionados.


Configurando o Robô-de-Fitas no Bacula

O Storage Daemon contém as configurações dos dispositivos de armazenamento (bacula-sd.conf). O Bacula chama robôs-de-fitas por um nome genérico (Autochanger = trocador automático de mídia). É necessário acrescentar um Autochanger, listando a quantidade e o nome de Drives de Fitas que serão também acrescentados através de recursos Device. O próprio bacula-sd.conf tem um exemplo (comentado) como o abaixo (ou através do Bweb, Coniguração do Bacula, Storage Daemon):

Autochanger {
 Name = TL2000
  Device = Drive-1
  Device = Drive-2
  Changer Command = "/etc/bacula/scripts/mtx-changer %c %o %S %a %d"
  Changer Device = /dev/tape/by-id/caminho_braço_robô
}

Device {
  Name = Drive-1                      #
  Drive Index = 0
  Media Type = LTO
  Archive Device = /dev/tape/by-id/caminho_drive_1-nst
  AutomaticMount = yes;               # when device opened, read it
  AlwaysOpen = yes;
  RemovableMedia = yes;
  RandomAccess = no;
  AutoChanger = yes
}

Device {
  Name = Drive-2                      #
  Drive Index = 1
  Media Type = LTO
  Archive Device = /dev/tape/by-id/caminho_drive_2-nst
  AutomaticMount = yes;               # when device opened, read it
  AlwaysOpen = yes;
  RemovableMedia = yes;
  RandomAccess = no;
  AutoChanger = yes
}

Conforme este exemplo, o principal aqui é modificar os valores do ChangerDevice e ArquiveDevice, de acordo como apresentados para o sistema operacional Linux. O caminho a seguir mostra os caminhos estáticos (que não são modificados após reboot do servidor):

ls /dev/tape/by-id

Então, amarre o novo Autochanger do Bacula Storage Daemon ao Director. Edite o bacula-dir.conf e adicione um bloco parecido com o abaixo. Os valores de Device e MediaType devem necessariamente coincidir com os valores setados no bacula-sd.conf:

Storage {
  Name = RoboFitas
  Address = ip_servidor_bacula
  SDPort = 9103
  Password = "iDnQ0d2OJEgSlVltJlLZQwC9Yb9iA/j3cikw4cfDku8N"
  Device = TL2000
  Media Type = LTO
  Maximum Concurrent Jobs = 10 
}

Ainda no bacula-dir.conf, você pode associar uma nova Pool ao novo dispositivo RoboFitas. Assim, todo Job executado nessa Pool irá ser gravado neste novo dispositivo. Exemplo:

Pool {
  Name = Fitas
  Pool Type = Backup
  Recycle = yes                       
  AutoPrune = yes                  
  Volume Retention = 365 days     
  Storage = RoboFitas
}

Salve e saia. Reinicie o Storage Daemon e Director para aplicar as alterações:

service bacula-sd restart
service bacula-dir restart

Inicialize Volumes do Bacula nas fitas do robô (de acordo com seus códigos de barras virtuais!):

echo "label barcodes storage=RoboFitas pool=Fitas" | bconsole

Execute Jobs de backup através do bconsole para a nova Pool (ou através da interface gráfica favorita). Talvez seja necessário mudar o nome do Job de backup para um que esteja configurado em seu Bacula Director:

echo "run job=BackupClient1 Pool=Fitas yes" | bconsole

Acompanhe a execução do Job através do comando messages, dentro do bconsole. Exemplo:

echo "messages" | bconsole

Fim!


 

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