Em uma máquina com sistema operacional Linux (SuSe 10 SP4) recém instalado, esses devem ser os passos para a implementação de um servidor “Bácula”:

1.1 Instalação do Banco-de-dados:

Sabemos que o bacula suporta três bancos de dados para sua operação, o: Mysql, Postgresql e o SQLite, e a instalação deles pode ser feita atravês do zypper install ou yast, sem maiores problemas. Neste passo-a-passo, iremos adotar o Mysql.
Se for sua primeira instalação do “Bacula” é aconselhável deixar a senha do usuário “root” do banco-de-dados em branco, para facilitar os demais procedimentos. Caso defina uma senha, deve passá-la como parâmetro quando da execução dos scripts de criação do banco-de-dados, etc.
Com o repositório devidamente configurado e testado:

# zypper install mysql mysql-devel mysql-client

ou
instalar pelo yast (ferramenta gráfica)
Agora, inicie o banco através do comando:

/etc/init.d/mysql start

2. “Download” do Código Fonte do “Bacula”:

Acesse o link: http://sourceforge.net/projects/bacula/files/
Faça o download do arquivo .tar.gz mais recente do “Bacula“, provavelmente para o /tmp de seu servidor. O nome do arquivo a ser baixado será algo parecido com:

bacula-5.2.7.tar.gz

Descompacte o arquivo com o comando:

tar -xzvf bacula-5.2.7.tar.gz

3. Instalando Dependências:

Primeiramente, necessário instalar alguns pacotes:
– Apache

# zypper install apache2 apache2-devel apache2-prefork

– Php5

# zypper install php5 php5-devel php5-gd apache2-mod_php5 php5-mysql

4. Compilando o “Bacula”:

Vá para a pasta onde descompactou o fonte do “Bacula”. Provavelmente:

cd /tmp/bacula-5.2.7

Configure a compilação para uso com o Mysql:

./configure –with-mysql

Caso queira que o bacula autocomplete os comandos igualmente ao Linux, verificar se a biblioteca readline está instalada e complicar com a opção:

# zypper install readline

./configure –with-mysql –with-readline=/usr/include/readline –disable-conio

E então:

make && make install

5. Configurando o banco-de-dados do “Bacula” (cátalogo):

Se dirija para a pasta…

cd /etc/bacula

E então execute os três scripts abaixo. O primeiro cria o banco, o segundo as tabelas, o terceiro o usuário “bacula” no banco*:

./create_mysql_database
./make_mysql_tables
./grant_mysql_privileges

*Se você houver configurado uma senha para o usuário “root” do banco de dados, deve passá-la em cada um dos scripts acima, no seguinte formato (exemplo, com senha “123456″):

./create_mysql_database -u root -p123456

6. Liberar as portas 9101, 9102 e 9103 no firewall do SuSe pelo Yast.
Entrar no yast, vá até a opção

“Segurança e Usuários”
“Firewall”

Entrar na opção:

“Serviços Permitidos”
“Avançado”
Liberar as portas em “Portas TCP”

Encerrar o Yast com as opções “OK”, “Avançar” e “Aceitar”

7. Incializando o “Bacula”:

Ainda na pasta /etc/bacula, execute:

./bacula start

Se tudo deu certo, você deverá poder acessar o “Bacula” através da console texto:

# bconsole

Agora que está funcionando, basta ir customizando os arquivos .conf que também estão na pasta, de acordo com suas necessidades. Algumas informações necessitam ter alterações replicadas em mais de um lugar dentro do mesmo arquivo .conf ou em mais de um dos arquivos (por exemplo: o nome do director, quando alterado no bacula-dir.conf, precisa ser alterado também no -sd.conf, -fd.conf e no bconsole.conf).
Qualquer erro de sintaxe nos arquivos de configuração será apontado pelo “Bacula” quando do reinício dos daemons, que também é necessário para aplicar as alterações. Portanto, sempre que fizer modificações, execute:

/etc/bacula/bacula restart

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